22 de outubro de 2010

Eu Cá Sou Mesmo Assim

Muito estranha e complexa, mas muito simples.


Muito forte por fora, mas muito sensível.


Muito indiferente, mas muito preocupada.


Digo umas coisas, mas no fundo sinto outras.


Dou bons conselhos, nunca os sigo quando preciso.


Sou uma miúda, mas já dei lições a muita gente.


Tenho sangue frio para muitas coisas.


Nunca me entrego totalmente a nada nem ninguém sem mais nem menos, o que é muito bom quando há conflitos. É como se nada tivesse acontecido. Tudo para trás das costas e siga para outra.


Quando gosto, gosto mesmo.


Quando tenho alguma coisa a dizer, eu digo. Mas sou civilizada. Sei escolher momentos.


Não sou vingativa. Por muito que algo me fique a roer por dentro, o tempo encarregar-se-á desse fardo por mim. Para quê ser eu própria a sujar as mãos?


Não desço ao nível de gente que não merece.


Não me importo quando falam de mim. Falem bem, ou falem mal, se falam é sinal que sou importante.

É muito fácil gostar de mim como pessoa. Mas também é muito fácil odiar-me. O defeito não é meu. A inveja é que é forte demais por parte dos outros.

Gosto sempre de ajudar seja quem for quando é preciso, apesar de nem sempre receber essa mesma ajuda quando preciso. Mas, enfim, quem dá, dá por gosto e não espera nada em troca.

Não costumo julgar as pessoas pela aparência, a não ser que a negatividade transpareça. Cada um é como é. Ninguém se fez a si próprio e há que viver com isso.

Acredito que a idade é apenas algo que vem no B.I. A verdadeira idade é algo que somos psicologicamente.

Bem, que mais posso eu dizer? Sou uma pessoa, mais ou menos, normal para a minha idade. Sou mesmo assim…

21 de outubro de 2010

Movie Review -- "Um Violino No Telhado"

O Filme

 



Um Violino No Telhado (“Fiddler on the Roof”, em inglês) é um filme de 1971, do género drama e musical, realizado por Norman Jewison, baseado num musical da Broadway com o mesmo nome, que por sua vez foi baseado em contos de Sholom Aleichem.
As filmagens internas tiveram lugar nos Estúdios Pinewood em Buckinghamhire, na Inglaterra, e a maior parte das externas foi filmada na Croácia.






Sinopse


A história passa-se na pequena aldeia fictícia de Anatevka, na Rússia sob o Czarismo (Título usado pelos monarcas da Rússia Imperial entre 1546 e 1917. Foi adoptado por Ivan IV da Rússia como um símbolo da natureza da monarquia russa), no início do século XX. Lá vivem, em boa vizinhança mas sem se misturar, as comunidades judaica e cristã ortodoxa, seguindo as antigas tradições estabelecidas.
O leiteiro judeu Tevye leva uma vida tranquila até o dia em que pretende casar as suas duas filhas mais velhas, Tzeitel e Hodel. Ambas recusam os casamentos arranjados pelo pai e a tolerância de Teyve é levada ao limite quando outra das suas filhas, Chava, decide casar com um não judeu. O leiteiro debate-se nesta situação delicada quando um decreto do Czar obriga todos os judeus a abandonar a aldeia, condenando a sua família ao exílio e à dispersão.












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Pela minha perspectiva, o filme visualizado encontra-se num patamar extremamente alto, tendo em conta a data da sua criação.
As coreografias estão lindíssimas, as músicas belas e divertidas, interpretadas por cantores magistrais, com destaque para Topol, que interpreta Tevye.
Também traz temas profundos, mostrando-nos até que ponto a tradição é capaz de interferir na liberdade.
Esse conflito entre tradição (representada pelos costumes judaicos) e liberdade (representada pelo violinista que toca no telhado, sem estabilidade alguma, como nos é dito na introdução do filme) é aprofundado num desenvolvimento em que vai se abdicando da tradição em favor da liberdade, até que, num caso extremo, a tradição se torna mais forte, e a filha do meio de Tevye é proibida de casar com um não-judeu.
No final, o que resta da família parte para Nova Iorque, sendo esta acompanhada pelo misterioso violinista.

19 de outubro de 2010

Receita para uma vida feliz

Ingredientes:


- 1 Colher (de sopa) de bom senso;
- 1 Chávena (de chá) de amor;
- 1 Punhado de amigos;
- 5g de ambição;
- 2 Chávenas (de chá) de esperança;
- 3 Colheres (de sopa) de bondade;
- Diversão; empenho; lealdade q.b.



Modo de confecção:


- Misture numa taça o amor e a esperança. Bata com varinha mágica no modo médio durante 3 minutos.

- Coloque a bondade em lume brando de modo a que derreta.

- Separe os bons amigos dos maus. Coloque os bons na taça onde preparou a massa anterior. Se não quiser aproveitar os maus de maneira alguma pode coloca-los no pratinho da sua mascote; caso contrário, amasse-os bem com as mãos e mergulhe-os na bondade e acrescente o bom senso enquanto esta estiver bem quente. Junte tudo ao preparado.

- Antes de levar ao forno, adicione a ambição e envolva tudo muito bem.

- Depois do preparado sair do forno, após 30 minutos, decore a seu gosto com diversão, empenho e lealdade.

13 de outubro de 2010

Acabou. E agora ?

O que o vento leva, o vento trás e torna a levar.
É assim, sempre foi, sempre será.
Para quê querer ficar com um monte de destroços sem solução?
Memórias, recordações, promessas...São coisas que, por muito que tentemos guardar, irão sendo apagadas, umas lentamente e outras mais depressa.
Tudo tem altos e baixos, e quando se está mesmo em baixo só temos é que animar, porque quando se chega ao fundo, só podemos é voltar a subir.
Tudo tem o seu propósito e tudo nos ensina uma lição. A vida é assim e serve para isso.

Podemos olhar para a vida como um ciclo:
Ao fim do dia, todas as discussões, todas as lágrimas, gritos e brigas se reduzem a nada. Um nada imenso. Nada esse que amanhã irá ser preenchido de modo a tornar-se tudo outra vez. Um tudo que vai dar origem, futuramente, a mais lágrimas, a mais discussões, a mais brigas.

6 de outubro de 2010

Christian Thielemann : The Mozart Requiem -- CD

Para quem aprecia música clássica, numa palavra: formidável.
É um espetáculo monumental, cheio de significado e que é, sem dúvida, imortal.
Esta performance foi a primeira gravação de Mozart, por parte de um dos mais importantes maestros da actualidade, Sr. Christian Thielemann, com a colaboração da Orquestra de Munique e ilustres solistas tais como Sibylla Rubens (soprano), Lioba Braun (mezzo-soprano), Steve Davislim (tenor) e Georg Zeppenfeld (baixo).






Curiosidade ?
Faz CLIQUE para ouvires as faixas deste CD.

5 de outubro de 2010

"Estou aqui ! Lembrem-se de que existo !"

Encontro-me muitas vezes na seguinte situação:


Em convívio com os pais:
- Olha mãe, eu hoje…
- Óh Zé! É preciso trazer cerveja ?
- Pois mãe, como eu estava a dizer…
- Não Nela! Ainda há cerveja!

Porra!
São capazes de me ouvir?
A sério, apetece-me gritar com eles, exigir nem que seja um minuto de antena.
Depois, eles ainda se vêm queixar que eu nunca falo com eles, que não convivo com eles, que estou sempre fechada, que estou sempre no computador…
O que eles não entendem é que até na porcaria do computador há gente que me ouve.
Eu gosto muito dos meus pais, a sério que sim, mas às vezes sinto-me ignorada. Perco logo a vontade de dizer seja o que for.

3 de outubro de 2010

Movie Review -- "Amadeus"

O Filme


Amadeus é um filme de 1984, do género drama biográfico dirigido por Milos Forman e com roteiro de Peter Shaffer.
O roteiro é baseado na peça homónima do próprio Shaffer, livremente inspirado nas vidas dos compositores Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri, que viveram em Viena, na Áustria, durante a segunda metade do século XVIII.
O filme foi indicado para 53 prémios, e recebeu 40, incluindo oito Óscares (entre eles o de melhor filme), quatro prémios BAFTA, quatro Globos de Ouro e um prémio DGA.
Em 1998, Amadeus foi classificado como o 53º melhor filme dos Estados Unidos pelo American Film Institute.








Sinopse


Este filme relata-nos a vida e obra de um dos mais grandiosos músicos até hoje, o grande génio, pianista e compositor, Wolfgang Amadeus Mozart.
Tudo começa com a tentativa de suicídio por parte de Salieri, que pede perdão por ter matado Mozart.
Após ter sido transferido para um hospício, António Salieri confessa estar envolvido no homicídio do seu ídolo sem comparação, que tanto invejava. Confessou que tudo o que havia feito tinha sido impulsionado pela vontade de ser um grande compositor.
Salieri não se conformava com o facto de que uma pessoa vulgar e ordinária pudesse alcançar tantos objectivos sem esforço e de que aqueles que trabalhavam e lutavam pelos seus sonhos, nada conseguiam. Desejava ser imortal e castigar Deus pela sua “injustiça”, por isso engendrou um plano para pôr fim ao sucesso de Mozart. Um plano onde tem como objectivo matar Mozart, mas fazendo-se passar por seu amigo, para que ninguém suspeitasse de tal coisa.
Porém, Mozart acaba por falecer, devido a uma imensa fraqueza que se apoderara de si após a composição simultânea do Requiem e da Flauta Mágica.
O filme termina quando Salieri acaba de narrar a sua história ao jovem padre. Enquanto é transportado pelo hospício na sua cadeira de rodas, Salieri “absolve” os pacientes da sua mediocridade, da sua falta de mérito.
Ainda antes dos créditos, podemos ouvir a cómica risada de Mozart.




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Pessoalmente, acho que este filme nos mostra a frustração que pode ser não ter tudo o que se deseja. A frustração de saber que existe alguém imensamente melhor naquilo que desejamos alcançar.
Amadeus mostra-nos os extremos sentimentais que podemos experimentar: fascínio e repulsa, amor e ódio, sentimentos que, no fundo, se complementam.
No fundo, vemos esta história pelos olhos de Salieri, um músico menor que julga ter sido menosprezado por Deus a favor de Mozart, pois possui o dom do verdadeiro amor pela música, sem no entanto possuir a capacidade de a realizar.
Este filme é maravilhosamente triste, cómico, emocionante e arrepiante até.
A forma como a música complementa esta história, é também arrebatadora. Como pode ser simples, complexa mas nunca deixando de ser extraordinária, inspiradora, sem dúvida uma grande dádiva.
À medida que o filme ia terminando, o empenho que Mozart, talvez até pela primeira vez na sua vida, transferia para as suas composições ia-se salientando cada vez mais. A forma como ele trabalhava avidamente, como ele imaginava e previa a obra na sua cabeça é inspiradora.


Desejo ser para a escrita como Mozart se tornara para a música.

2 de outubro de 2010

1 de outubro de 2010

A Maior Seca da Minha Vida

A maior seca da minha da minha vida foi, exactamente, a minha vida até agora.
Nunca nada fez sentido, nunca encontrei um sítio onde pertencesse, uma razão de viver…
Fui vivendo como um fantasma. Comia, dormia, respirava, mas tudo sem motivo aparente.
Nunca me consegui desprender desta seca de vida… Andava por aí… a vaguear, sem ter para onde ir. Nada me chamava à atenção…
Um dia, a seca acabou.
A minha solidão chegara ao fim, fora descoberto o amor que se escondia bem dentro deste meu coração seco e negro.
A vida passou finalmente a ter cores.
Aprendi a amar.