9 de novembro de 2010

Caem gordas, sonoras, monótonas pingas de chuva

E ela espera. Desespera.

Pensa no dia em que te viu, em que te tocou pela primeira vez.
Quando os teus braços a envolveram e ela não sentiu mais nada a não ser o teu amor. Nem as gotas de chuva, que caiam sem cessar, ela sentiu.
Foi levada para o teu mundo. Um mundo onde reinava o vosso desejo; um mundo onde só havia espaço para vocês os dois.
Nada vos conseguiria separar ali. Tornaram-se num único ser, uma única alma, um único coração. Parecia perfeito.
Mas tu largaste.
Largaste e foste embora. Sem um olhar, sem um beijo, sem uma explicação.
Ela ficou debaixo daquela chuva, à espera. À espera que voltasses, à espera que a abraçasses de novo, à tua espera.
Mas tu não voltaste.
Sempre que chove ela lembra-se de ti, de toda a emoção que lhe deste. E ao lembrar ela sente novamente o teu perfume que lhe aperta o coração.
E ela continua a esperar. A desesperar.

1 comentário:

  1. Simplesmente lindo e muito emotivo.
    Enches-me de orgulho.

    beijinhos

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