21 de dezembro de 2010

Relembrar é viver...

Como expliquei na última página do diário, eu e a minha mãe encontramos um poema feito por mim no 3º ano.Na altura, a professora leu-nos, ou deu-nos um texto e, depois da sua leitura e interpretação, tínhamos duas hipóteses: ou davamos outro final ao conto, ou recontávamos a cena em verso.
Eu escolhi a segunda opção, e este foi o resultado:



A Velha e o Garrafão 

Era uma vez uma velha
avarenta, pois então
que lavava mal a roupa
só para não gastar sabão.

Fechava sempre as janelas
para o sol não entrar,
pois os seus raios de sol
podiam a pintura estragar.

Tinha o dinheiro escondido
dentro de um garrafão,
pensava ela que assim
não caía em tentação.

Um dia pela tardinha
ia a velha a passar
pelo corredor da casa
e pôs-se logo a gritar.

Um susto ela apanhou
quando viu passar um rato
e logo se decidiu
a ir arranjar um gato.

Mas para alimentar o gato
dinheiro teria de gastar
e avarenta como era
nem um cêntimo iria dar.

Desistiu da ideia a velha
de um gato poder comprar
e os dias foram passando
e os ratos sempre a aumentar.

E certa manhã a velha,
pôs-se a gritar assustada
com as duas mãos na cabeça
dizendo que foi roubada.

Mas não era roubo algum
apenas os roedores
roeram todo o dinheiro
e não deixaram nenhum.




Tenho tantas saudades das composições que se faziam na altura..

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