27 de dezembro de 2010

Tentações - Parte IV

Diogo não aguentava mais a distância que o separava de Lara. Queria vê-la, tê-la nos seus braços.
Teve problemas no trabalho e acabou por se despedir.
Como morava numa pequena cidade, as oportunidades não eram muitas, por isso decidiu ir morar para perto de Lara. Numa grande cidade, com um óptimo nível de vida. O lugar perfeito para recomeçar a sua vida, com um novo emprego, junto da mulher que ama.
Diogo tinha chegado nessa noite e dirigiu-se sem demoras a casa de Lara. Ninguém estava lá.
Ele tinha uma cópia da chave, mas não queria entrar sem mais nem menos, não achava correcto, então mandou uma mensagem a Lara, pois queria saber se não havia problema em ele entrar.
Como não teve resposta da parte de Lara, o que achou estranho, visto que ela não dispensava o telemóvel fosse em que situação fosse, entrou.
Não sabia muito bem o que fazer, por isso recostou-se no sofá, esperando que Lara não se demorasse.
Mas as horas foram passando e nem sinal dela.
Começou a ficar um pouco preocupado, mas não queria estragar nada, para o caso de Lara chegar.
Quando a fome começou a apertar, Diogo dirigiu-se há cozinha e deu de caras com bilhetes que Lara havia afixado no frigorífico para que não se esquecesse.
Eram encontros, bastante frequentes e sempre com a mesma pessoa: Rodrigo.
Começou a ficar desesperado, pensando que tudo o que fez foi em vão, que a mulher que achava ser a mulher da sua vida o andava a trair.
Sem saber como agir, sentou-se nas escadas que o levavam ao andar de cima, esperou e esperou, deixando que a ira se apoderasse dele até que, Lara chegou.
Quando esta deu de caras com Diogo, que segurava todos os bilhetes que encontrou no frigorífico, só desejou desaparecer, temendo o pior.
Diogo não esperou por uma reacção e confrontou Lara:
- Então? Não me respondes? - perguntava ele - Sei que foste ter com ele esta noite! Por raio foste nesses preparos?!
- Eu posso explicar... Não é o que estás a pensar, não aconteceu nada!- respondia Lara desesperada.
- Não? Não é o que a tua boca diz! Olha-me para essas figuras! Não passas de uma rameira... Não prestas!
Diogo preparava-se para sair quando Lara correu para ele e o agarrou, com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face:
- Por favor, não vás! Eu posso explicar... Por favor!
Ele não aguentava mais estar ali, ouvir a voz da mulher que o despedaçou e num acto de desespero empurrou Lara para o lado e saiu.
Lara chorava, deitada no chão, e assim ficou até de manhã, sem dormir, sem comer, sem pensar em nada apenas no mal que tinha feito.



[Continua]

2 comentários:

  1. Para ESSA história sei uma continuação, mas penso que tal vai ser bastante diferente.

    bye

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  2. E o que é que queres dizer com isso ?

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