26 de maio de 2011

Carta à Humanidade


Querida Humanidade,
Venho por este meio comunicar que,
Por vezes, tenho vergonha de fazer parte de ti.
Neste mundo de ladrões, assassinos e putas,
Cornudos, psicopatas, pedófilos e de tudo um pouco,
Onde a bondade é escassa,
A honestidade é mentira
E a boa vontade…bem, não é nada,
Porque ninguém dá nada sem querer algo em troca,
Por muito que nadar contra a maré seja difícil,
Tenho orgulho em afirmar-me como um peixe desses!
Dar-me à rotina?
Seguir tendências?
Ser IGUAL aos outros?
Mas que é isso?!
Para isso fabricavam-nos…
Sabes, Humanidade,
Eu penso que ainda acabas antes do Sol, sim,
Tu estouras contigo mesma todos dias!
És, nada mais, nada menos,
Que suicida!

23 de maio de 2011

Despedida

É a parte mais difícil do dia.
É a altura em que as mãos apertam com muita mais força, que a respiração se torna mais intensa, que se formam dolorosas lágrimas que, a muito custo, tentamos conter.
O tempo passa a correr de propósito, apressa-nos.
Apressa os últimos abraços, os últimos beijos e olhares.
E assim, no último momento deixamos escapar, com toda a satisfação, mas com alguma tristeza também, um último "Amo-te".

20 de maio de 2011

Pedro Silva.

Tive mesmo de tirar tempo para escrever sobre ti.
Porquê?
Porque és mais que namorado, és amigo; és leal, honesto, estás sempre do meu lado independentemente da distância, estás sempre disposto a ouvir-me, és um confidente, alguém a quem dou ouvidos, que me dá orgulho, que me faz feliz, que me ama de verdade, que me mostrou o que era amar, que era capaz de virar o mundo por mim...
Porque às vezes me apetece esganar-te, porque és teimoso, ciumento, casmurro, às vezes seco, cabeça dura, és um menino...
Chateias-me, irritas-me.
Mas passa... Porquê?
Porque me amas e porque eu te amo a ti, todos discutem.
Eu não te posso amar só pelas qualidades, pois não? É que os defeitos também fazem parte de ti. E por muito que me queixe na altura, eu não quero outra coisa, eu não mereço melhor ou pior, eu não estou contigo por estar. Eu estou aqui, contigo, para o que der e vier. Não é na alegria e tristeza, saúde e doença, até que a morte nos separe?
E eu não vou a lado nenhum.
Amo-te.

Desculpa

É algo que não é fácil de dizer. É sinal que erramos, fizemos asneira e que de certa forma magoamos alguém.
Em casos mais extremos, como pessoas com grande orgulho, é como uma humilhação.
Há quem diga "As desculpas não se pedem, evitam-se." e sim, num mundo perfeito as coisas seriam assim, o que não é o caso deste; mas há situações em que isto se pode tornar injusto, porque existem desculpas sinceras que por muito humilhantes que possam parecer, partem de quem tem mais coragem.
Independentemente de custar muito ou não, há que saber admitir quando erramos.

17 de maio de 2011

Pedir Ajuda

Há alturas em que é indispensável fazê-lo, em que é preciso uma mão que nos agarre e nos empurre em direcção à luz, que nos ajude a descarregar pesos que só servem para nos arrastar pelo chão ao longo do imenso caminho que é a vida.
Para quê estar cheio de medos, remorsos e dor, quando, ao partilharmos tudo isto, podemos de certo modo diminuir o tormento?
Bastam meras palavras e talvez algumas lágrimas derramadas para termos uma noite mais descansada.

12 de maio de 2011

Where can't she put her finger???







Ora bem, num episódio de Quem quer ser Milionário americano, acho eu, e a pergunta feita é a seguinte:
"Apesar de a maior parte dos planetas ser nomeado a partir de divindades romanas, qual é o único nomeado a partir de uma figura mitológica Grega?"
 E a mulher, na sua perfeita inocência... Responde que nem consegue meter o dedo ... On UrAnus.
Esplêndido!

9 de maio de 2011

My Life in Words #76

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Querido diário,
Hoje é mais um dia especial. A minha irmã faz anos.
Bem, por onde começar?
Eu e a minha irmã somos muito diferentes a nível de, basicamente, TUDO!
Temos gostos diferentes, personalidades diferentes, mentalidades diferentes até fisicamente somos diferentes. Muitas vezes nem nos vêm como irmãs...
Mas independentemente das diferenças e desavenças que todos os irmãos têm, não há espaço entre nós para nada mais, nada menos que amor fraternal.
Nem sempre o demonstro, não foi assim que fui feita, mas isso não quer dizer que não o sinta. Muito pelo contrário! Sei que ela me tem suportado todos estes anos com uma paciência que, com toda a certeza, mais ninguém teria. Ela gosta de mim e eu também gosto muito dela, à minha maneira.
Posso contar com ela sempre e para tudo, quando e onde precisar!
E por isto e muito mais, só posso dizer OBRIGADO!
Muitos parabéns!

8 de maio de 2011

A Dor de uma Memória

Depois de tantos anos após a tua partida ganhei coragem para falar de ti.
Sinto que desconheço muito a teu respeito, mas ainda me lembro perfeitamente de como o sol iluminava a tua cara, do cheiro do teu perfume, do teu toque, das tuas lágrimas, do teu silêncio, do palpitar do teu coração.
Foi um choque.
Tão grande que penso que passei um bom pedaço da minha vida sentado a ver as horas passarem por mim à velocidade da luz, contemplando o mar através da varanda da nossa humilde casa.
A tristeza secou as minhas lágrimas, a sensação de impotência tapava a minha boca sempre que eu me preparava para gritar.
Gritar aos céus pela injustiça cometida, gritar ao vento, chamar o teu nome... Inutilmente.
Não consigo dizer-te que homem era eu, alguém de quem não te orgulhavas com certeza. Tanto estava triste, como destroçado, injustiçado, revoltado, enraivecido, impotente, céptico.
Por vezes pensava que me tinha conformado, mas era sol de pouca dura. Em meras horas lá estava eu, agarrado ao álcool, tabaco e a fotografias que ia rasgando, para esquecer.
Já não me lembro do sabor da felicidade nem do prazer. São sensações que levaste contigo quando partiste.
Levaste tanto... Levaste tudo...
Deixaste-me aqui, eterno vagabundo nesta vida sem sentido, sem a tua mão carinhosa junto da minha... Mas eu cá ando, agora conformado, sem o prazer falso e mortal do cigarro e da bebida, com a minha alma limpa, porém dorida da intensidade da porrada que a vida me deu desde o momento em que te perdi.

Animosidade

Neste momento é o que me preenche e só me apetece rebentar em cima de alguém que me anda a tirar do sério.
Sinceramente eu já não sei como guardar isto, estou a moldar-me, a transformar-me num ser revoltado com certas e determinadas atitudes de um único sujeito. Um ser humano que se perdeu completamente em algo que não é.
Porque eu sei que não é.
É enervante o quanto as companhias podem influenciar uma pessoa.
É preciso ser-se muito fraco para mudar assim...
Eu já nem sei que mais diga sem referir nomes...
A minha vida não é um filme. Não tem continuidade certa. É mais uma compilação de vários excertos de diversos filmes, todos de géneros diferentes.

2 de maio de 2011

Falar de ti

Hoje apetece-me falar de ti. Não há motivo especial para o fazer, nenhuma ocasião.
Acordei a pensar em ti e na forma como me olhas quando me queres dizer algo amoroso sem falares; como o teu abraço me envolve cheio de força como se me quisesses prender a ti; como eras capaz de me dizer o quanto me amas sem parar; como suspiras exactamente quando eu suspiro de tão apaixonado que estás e do quão triste te encontras quando te lembras que me vou embora; da forma como me dás a mão; da forma como sorris, falas, cantas, andas, pensas, olhas, tocas, amas.
Conheço-te tão bem...
Apeteceu-me falar de ti.

1 de maio de 2011

De volta... A lado nenhum.

Ora vejamos, uma semana após o retorno à escola, o que é que há para dizer?
Absolutamente nada. As pessoas estão na mesma, os 'stores estão na mesma, as aulas correm da mesma maneira, sendo que em algumas se torna difícil aprender algo que seja, visto que há sempre alguém, com mania de se achar gente, que tem que meter nojo e não se cala, o que faz com que os stores se percam na matéria e pronto... Sai-se dali a saber menos do o que sabíamos.
Estava à espera que alguma destas coisas mudassem?
Sinceramente, não. Merda polida continua merda.
Acho que nestes últimos tempos me deixei afectar demasiado por coisas que nem valem a pena falar, mas algum tempo de reflexão fizeram-me adoptar outras medidas face a estas.. coisinhas infantis.
Há que cortar o mal pela raíz e eu não vou ficar à espera impaciente. Vou viver.
Quando alguma coisa acontecer, é bom que a "criatura" seja abençoada, porque no que depender de mim, ela nunca mais volta a ter a cara que tinha.

Estou muito feliz por me encontrar na recta final deste ciclo e prestes a entrar no secundário. Finalmente vou poder olhar para trás e, com muito orgulho, irei dizer: "Ide todos para o &#>./*   que não vou ter saudades nenhumas!"  Mas é óbvio que isto não se aplica a todos.