5 de junho de 2011

Fim do ano

Estamos a entrar na última semana de aulas e como me sinto mais inspirada que o habitual apeteceu-me já adiantar a despedida dos professores.
Acho que este ano foi o melhor de todos a nível de professores, por isso decidi falar um pouco de cada um deixando também uma espécie de agradecimento.
Aos professores novos nomeadamente o de TIC, Vitor Pinto e a de Ed. Física, Inês Castillo, quero agradecer os bons momentos que nos proporcionaram ao longo deste ano lectivo, foi muito bom conhece-los, posso dizer que são muito boas pessoas.  Desejo-vos tudo de bom e, à strora de E.F, muito boa sorte para o seu futuro, espero que se tenha safado com a nossa turma!
À Directora de Turma, Ana Teresa, não tenho muito para dizer visto já ter dito tudo anteriormente noutra situação, mas não custa repetir.  Foi uma óptima professora, realmente demonstrou todo o seu interessa para com a nossa turma e ajudou-nos em TUDO e mais alguma coisa, foi notável.
Aos professores que já nos acompanham há mais tempo como a de Matemática, Mafalda Beato; a de Ciências, Paula Sá Dias; o de Fisico-Química, Grande Jojó!, a de História, Helena; Geografia, Manuela Caramelo e Francês, Marina Trindade, quero agradecer por tudo o que nos ofereceram ao longo destes anos, foram não só professores excelentes, como também óptimas pessoas. Não vos vemos apenas como professores, mas sim como amigos, pessoas que nos ajudaram a crescer e que sempre apostaram em nós. Juro aqui mesmo que nunca imaginei professores assim e no entanto tive o prazer de vos ter a todos. Muito obrigado por tudo!
E agora como devem ter reparado... Falta alguém. E não, não foi um lapso, apenas quis guardar o melhor para o fim.
Meu caro professor de Português, Joaquim Santos, escusado será dizer que, por inúmeras razões, foi o mais importante para mim este ano. Devo-lhe muito pois graças a si e à sua visão reflecti e cresci muito. Lembro-me perfeitamente do momento em que se tornou especial para mim:
O stor ajoelha-se à frente da mesa e diz:
"- Costumas escrever todos os dias, Raquel?"
"- Não, stor..."
"- Pois, mas vais passar a escrever."
Foi tudo o que bastou.
Devo-lhe tudo o que tenho aqui neste blog pois só porque puxou por mim e encontrou em mim algo que eu não conseguia ver é que eu me revelei.
Acredite que nunca será esquecido, até porque irei sempre mantê-lo a par das ocorrências.
Não há como expressar a enorme gratidão que tenho para consigo, muito reduzidamente posso dizer OBRIGADO!
Obrigado a todos pelo melhor ano de sempre.

2 comentários:

  1. Olá Raquel!

    Já tinha comentado o seu post, mas parece que o comentário se perdeu pelo caminho!

    Gostava de lhe lembrar o seguinte:
    Cada um de nós revela o melhor e o pior de si conforme os outros o permitam! A vida é uma cadeia de reacções, uma constante causa/efeito, causa/efeito, causa/efeito... Se nesta cadeia posicionarmos a sua turma e a considerarmos como causa, torna-se fácil entender o porquê de a Raquel ter visto tanto de mim! Eu cheguei, vocês acolheram-me, permitiram que eu me aproximasse e, por fim, tinhamo-nos conquistado mutuamente... O efeito que vocês tiveram em mim tornou-se cauda das minhas aitudes para convosco!

    Acasos...! Será que existem? Terá sido por acaso que "caí de páraquedas" na sua turma? Não sei..., mas é bom pensar que quando menos esperamos, e vamos desprevenidos por aí fora para mais um trecho da nossa vida, embatemos, esbarramos, com surpresas tão boas como esta: encontrar tantas pessoas boas juntas! E como se isto ainda fosse pouco, não é que também me consideraram uma delas?

    Obrigada por ter sido minha aluna!

    Aluna = pessoa + estudante

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  2. "Mal nos conhecemos", inaugurei a convicção de que adoravas escrever, embora o fizesses ocasionalmente. Não seria a hora de aspirar a outro nível, dentro de uma nova disciplina que convocasse o teu talento, um método aforístico, a consolidação de uma experiência consciente?!

    Fonte de afirmação social, crescimento pessoal e assunção de um prazer doloroso, escrever é o acto por excelência da ruptura, da coragem, e da aquisição de uma interioridade nova pois o olhar para o exterior, tal como o que é olhado, transformam o zeloso observador. Daí a proposta espontânea que te fiz e também a empatia que mantivemos intacta até hoje.

    Quanto ao grupo-turma nove quatro, senti-me ligado a todos, sem excepção, a cada aula excitado na minha tarefa porque motivado pelas excelentes condições de comunicação, convosco e para vós, que me soubestes dar, numa rara delicadeza, rara afectividade, revestidas de humildade. Gestos reciprocados que predominaram.

    A meus ingénuos ou distraídos olhos, isso foi bom. Vi cada qual como precioso, na sua originalidade e situação específica.

    Espero que as boas memórias nos permitam revisitar esta coisa assombrosa, intensa, recheada de humanismo: o nosso ano lectivo 2010/2011, assim como, gostaria eu!, se reacendesse acrescidamente esta paixão, este interesse, esta gula, esta curiosidade monstruosa pelos autores e história da Literatura Portuguesa.

    Um Beijo, Raquel!

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