29 de fevereiro de 2012

Pai,

sei que nunca te falo muito sobre o que sinto por ti, sinceramente, não é preciso.
Desde pequenina que me ensinaste o que precisava para que, um dia, pudesse encarregar-me da minha vida sem que me desses a mão. Ensinaste-me que a vida são férias que a morte nos dá; que a família é tudo; que o importante não é o destino, mas sim a viagem.
Todos dizem que sou a tua cara chapada, embora isso não seja bem verdade, visto que o que temos em comum é apenas o cabelo escuro, olhos castanhos e uma sobrancelha bicuda; no entanto, existem outras características que herdei de ti que fazem parte daquilo que sou hoje e que me definem; faço amigos com facilidade, não me apego facilmente a ninguém ao ponto de não conseguir esquecer e levo a vida com muita calma.
Desde sempre que adoro ver e ouvir-te conversar. É interessante como sabes sempre o que dizer, quando dizer e tens sempre resposta pronta.
Há bem pouco tempo, estive muito perto de te perder. Estiveste às portas da morte e foi aí que percebi que a vida é demasiado curta para contermos sentimentos e pensamentos dentro de nós.
É graças aos teus conselhos, à segurança e proteção que me dás, ao amor e carinho que transmites, ao valor que dás a tudo o que tens, que hoje sou quem sou. Aprendi a ser como tu.
Temos muito pouco, mas somos muito felizes com o que temos...
Amo-te pai.

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