10 de março de 2012

Gatos

Num Domingo, na viagem de comboio de Braga para o Porto, à minha frente, sentou-se uma rapariga com um gatinho numa caixa. A rapariga não devia ter mais de 18 anos e, nela, o que chamou mais à atenção foram os seus grandes olhos verdes, o piercing que tinha no nariz e a caixa em que estava o gato.
O bicho era tão mimalho e brincalhão que bastava olhar para ele para deixarmos escapar um sorriso. Tinha o pelo branco e algumas manchas castanhas e pretas. Os seus olhos eram enormes e amarelados.
Tinha a mania de meter as patitas num buraco que havia na tampa da caixa, a pedir brincadeira, o que levava a rapariga a fazer uma fita do seu casaco chegar até ele, o que o entretia durante um bom bocado, pois ele mordia, torcia, rolava e até se punha de pé a brincar.
Às vezes, a rapariga distraía-se e não via as patas do gato. Quando isso acontecia, o gatito, inteligente, estendia a pata, fazendo com que ela passasse por entre as fendas da grade da caixa, e batia no pé da dona. Ela sentia e voltava a brincar com ele.
Numa hora de viagem, foi isto o que mais interessou.
Uma gato... Tão... Gato.

1 comentário:

  1. Noooossa amei o post *oo*
    Então, eu tbm passei aqui pra falar do meu blog, pra quem quiser dá uma olhadinha nele
    http://louca-questao-de-opiniao.blogspot.com.br/

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