16 de outubro de 2013

Romance, de volta ao início.

Já que regressei dos mortos, vou recomeçar muitos tópicos de novo. A começar pelo Romance.





Sentada junto à janela, contemplava o céu azul, o sol brilhante, as flores garridas e o som harmonioso do vento que contrastavam com o cenário bélico que tinha dentro de si.
Farta de suportar tanta dor, levantou-se. Preparava-se para sair quando reparou nele. Estava a olhar para si com o seu sorriso perfeito, o seu olhar penetrante e aquela provocante calma que comanda o seu corpo. Ele compreendeu... compreende sempre... e, sem uma palavra, dirigiu-se a ela, abraçou-a e olhou-a nos olhos, com a sua testa colada à dela, o seu peito bem próximo do dela, tão perto que os seus corações se podiam fundir.
Eles beijam-se intensamente como é intenso um primeiro beijo e a dor passa. A guerra pára, as armas desaparecem, os mortos renascem e os soldados amam.
Olhando-a de novo com aqueles olhos brilhantes e inquietos ele diz:
- Não te apaixones.
"Tarde de mais", pensou ela.




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